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terça-feira, 10 de maio de 2011

IZHMASH KALASHNIKOV AK-47. A maior lenda do mundo das armas de fogo.


DESCRIÇÃO

Nos meus 15 anos de leituras e pesquisas sobre sistemas de armas, nenhuma outra arma se mostrou tão popular quanto o “praticamente” onipresente fuzil Kalashnikov, ou, como é mais conhecido, o AK-47. Nas mãos de tropas regulamentares do antigo bloco soviético ou nas mãos de um traficante, o modelo tem participado pesadamente de, praticamente, todos os conflitos do mundo desde os anos 50. Muitas histórias foram contadas sobre este fuzil e suas capacidades vivem em volta de uma mística muito grande.
A história do AK-47 começou em 1943, ano em que o governo soviético solicitou que os escritórios de projetos de armas desenvolvessem um novo fuzil de assalto que utilizasse um novo tipo de munição que fosse mais barato de produzir e que tivesse desempenho mais comportado que o potente 7,92X57 mm Mauser e melhor do que se conseguia a munição calibre .30, usado nas consagradas carabinas M-1, do exército dos Estados Unidos. O calibre 7,62X41 mm, que estava sendo desenvolvido para esta nova arma passou por modificações e foi encurtado para o nova dimensão 7,62X39 mm, caindo dentro do que o exército soviético queria para seu novo fuzil.


Acima: O fuzil alemão Stg-44 foi o primeiro fuzil de assalto da história. Muitos exemplares dele e de versões dele foram capturadas dos nazistas pelos russos. Seu desenho influenciou o desenho do AK-47.
O desenvolvimento desta munição ocorreu simultaneamente com o desenvolvimento de vários projetos de fuzis de assalto sendo que o modelo fabricado pelo sargento do exercito soviético Mikhail Kalashnikov, conhecido como AK-46 acabou recebendo autorização do comando do exercito para continuar seu desenvolvimento. Embora o modelo AK-46 tivesse tido desempenho inferior aos seus concorrentes no quesito precisão, ele era fácil de construir e demonstrou ser uma arma muito resistente e de funcionamento confiável. O desenvolvimento dele continuou e algumas modificações deram origem ao que hoje chamamos de AK-47. Este fuzil foi adotado, oficialmente, pelo exercito vermelho em dezembro de 1949. Desde então, mais de 90 milhões de exemplares do AK-47 e seus derivados foram construídos, podendo ser considerado a mais popular arma de fogo de todos os tempos.
O acabamento do AK-47 pode ser considerado espartano ou rústico, porém para o fim do qual ele foi projetado, ele não precisaria ser um "luxo". Além das partes de aço, a coronha e a telha são de madeira, o que acarreta em um peso pouco maior a o conjunto da arma. Uma versão adaptada para uso de pára-quedistas, chamada de AKS (este "S" significa skladnoy ou dobrável em russo) com uma coronha metálica rebatível foi construída.


Acima: Nesta foto podemos ver um AK-47 do modelo original e definitivo. O acabamento com madeira e o extensivo uso de aço o fizerem uma arma pesada.
Abaixo: O fuzil AKS mostrado aqui está com sua coronha rebatida. Notem a soleira de metal abaixo da telha de madeira.


O AK-47 possui funcionamento por ação de gases que levam um pistão a movimentar um ferrolho rotativo com dois ressaltos. Esse mecanismo permite rajadas de 600 tiros por minuto, desempenho este, considerado muito bom, pois facilita o controle da arma em regime automático, mesmo considerando que o calibre 7,62X39 mm apresenta um recuo relativamente grande, principalmente se comparado com o recuo que é produzido por disparos do menos potente calibre 5,56X45 mm usado na maioria dos fuzis ocidentais, incluindo o AR-15/ M-16. E falando na munição 7,62X39 mm, ela apresenta velocidade na boca do cano de 715 m/s e a sua energia de impacto 2010 joules (cerca de 250 kg), dando um poder de parada (stopping power) de 100 %. É uma munição mais eficaz que o 5,56X45 mm quando usada contra humanos em termos de capacidade de incapacitação.
O carregador, feito e aço com varias ranhuras, tem capacidade para 30 cartuchos. O desenho extremamente curvado estilo “banana” desse carregador é a marca registrada do AK-47. O cano do AK-47 é curto, para os padrões dos fuzis de sua época, tendo, apenas 16 polegadas, o que somado as características da munição 7,62X39 mm, fazem um desempenho pobre em relação a precisão. O AK-47 é um fuzil pensado para ser usado em tiros instintivos, disparados da altura da cintura em regime totalmente automático para prover grande volume de fogo. Por isso sua precisão não foi um requisito fundamental na sua concepção.
Uma versão aprimorada do AK-47 foi desenvolvida durante a década de 50. Esta versão passou a se chamar AKM (Avtomat Kalashnikova Modernizirovannyj) e foi adotada pelo exercito soviético em 1959. O AKM apresentava um freio de boca para diminuição do recuo, um novo desenho da coronha e a substituição da alça da mira original por uma com escalonamento até 1000 metros (a original tinha a marca até 800 metros). O AKM se mostrou um pouco mais preciso que o AK-47 original. A titulo de curiosidade, o AKM deu origem a uma arma de apoio de fogo (metralhadora leve) chamada RPK, cujo cano foi reforçado e alongado, além de incorporar um bipé para disparo apoiado e um carregador com maior capacidade (carregador "banana" com 45 tiros ou tambor com 100 tiros de capacidade).


Acima: O AKM é a versão modernizada do AK-47 que entrou em serviço em 1959. As diferenças principais estão na coronha levantada em relação ao modelo anterior e o pistol grip é de plástico.
Abaixo: Um exemplar do AKMS. Notem o ângulo de inclinação do pistol grip, muito menor que a dos Aks.


Mesmo sendo um projeto antigo, com mais de 60 anos, e com inúmeros modelos derivados do projeto original tendo sido lançados no decorrer destas ultimas décadas, é interessante notar que nenhum deles pode ser considerado como uma arma efetivamente moderna.
O derivado mais importante do fuzil Kalashnikov é a versão AK-74 cuja mais significativa alteração foi a de seu calibre, que diminuiu para 5,45X39 mm, conseguindo trazer para esta família de fuzis, melhorias em sua precisão, uma pequena diminuição em seu peso e em seu recuo durante o disparo. Lançado em 1974, o “novo” AK-74 usa um carregador de plástico e apresenta um grande freio de boca com supressor de flash, que, em minha opinião, representa a característica estética mais marcante desta versão. A velocidade do projétil na boca do cano, neste modelo, é de 915 m/s e a energia do impacto é de 1340 joules (136 kgf). Não encontrei, em minhas pesquisas, uma referência ao índice de poder de parada desta munição, porém, deve ser similar ao conseguido pelo calibre 5,56X45 mm, usado no AR-15/ M-16. O sistema de funcionamento é o mesmo do AK-47 e sua cadência de tiro é a mesma também, ou seja, 600 tiros por minuto.


Acima: Nesta foto pode-se ver o quebra chamas do AK-74. Esta peça é a principal diferença estética entre este modelo de fuzil com seu primogênito. Este modelo usa a munição 5,45X39 mm, menos potente que a munição 7,62X39 mm, do AK-47.
Há uma versão com coronha retrátil, como no AKS, para as tropas pára-quedistas, chamado AK-74S. A versão mais moderna deste fuzil é o AK-74M, com coronha rebativel e telha em polímero. Uma versão extremamente curta deste modelo, chamada de AKS-74U (Krinkov) foi construída e foi uma companheira assídua do terrorista Osama Bin Laden. O modelo foi idealizado pensando em equipar a tripulação de tanques e aeronaves com uma arma de defesa pessoal com poder similar de um fuzil e dimensões de uma submetralhadora. O freio de boca é bem diferente do AK-74 comum, e eu o considero pouco efetivo, principalmente na função de diminuir o flash do disparo, o que é um problema, pois denuncia a posição do atirador durante os disparos.

Acima:
Osama Bin Laden aparecia com freqüência com seu AK-74U nas poucas imagens disponíveis dele.

Muitos modelos derivados do AK-47 foram produzidos, como o AK-101, desenvolvidos visando o mercado de exportação, principalmente para nações ocidentais. O AK-101 dispara munição 5,56X45 mm e usa o mesmo sistema de funcionamento e configuração do AK-74M. O AK-103 é uma versão do AK-74M calibrada para o calibre 7,62X39 mm, muito apreciado por forças policiais russas que precisam de um fuzil com maior poder de parada e com os aperfeiçoamentos do AK-74M.


Acima: O AK-101 dispara o calibre 5,56X45 mm. Esta versão visa o mercado de exportação, principalmente em nações ocidentais onde este calibre é bastante popular.
Os fuzis AK-102 em calibre 5,56X45 mm, AK-104 em calibre 7,62X39 mm e AK-105 em calibre 5,45X39 são versões curtas dos fuzis AK-74M, AK-103 e AK-101.
9X39 mm. Esta versão possui trilho picatinny na parte de cima do fuzil e pode ser considerada a primeira versão do AK com este recurso de fabrica.
Um fuzil que deriva do AK-47, porém com melhorias mais significativas em seu sistema de funcionamento é o novo AK-107 e seu irmão AK-108. Nestes fuzis, os engenheiros instalaram um tubo de gases mais longo onde um pistão se move para trás no memento do disparo, para ejetar a munição usada e carregar uma nova munição na câmara, porém, um segundo pistão se move na direção contraria diminuindo o recuo da arma de forma eficaz. Este sistema é chamado de ação equilibrada (balanced action). Outra melhoria foi a instalação da capacidade de seleção de rajadas curtas de 3 tiros, recurso que não há em nenhuma outra versão do Kalashnikov. O AK-107 é produzido no calibre 5,45X39 mm e a versão para exportação, o AK-108, dispara o calibre 5,56X45 mm. Estes modelos diferem, esteticamente, dos fuzis AK-74, apenas pelo seu tubo de gases mais longo, que nestas armas vão até o freio de boca do cano. Embora possam ser consideradas as melhores armas da família Kalashnikov, estes modelos não tiveram sucesso comercial.


Acima: O fuzil AK-107, uma moderna versão do fuzil AK-74, apresenta um tubo de gases avantajado sobre o cano para acomodar o pistão de funcionamento do ferrolho e o pistão que se move no sentido contrario para balancear o recuo.
Atualmente, o mais avançado derivado do AK-47 é o novo fuzil AK-200, fabricado pelo fabricante original, a Izhmash. Nele foram introduzidos recursos encontrados em armamentos muito mais modernos como o SCAR. Por exemplo, o AK-200 pode trocar, facilmente de calibre com a simples troca, em campo, de seu cano e carregador. Não está claro, ainda, se as forças armadas russas adotarão esta versão moderna do seu fuzil Kalashnikov.


Acima: O mais moderno representante da dinastia Kalashnikov é o novíssimo AK-200, que trouxe o modelo para a modernidade. recursos como a troca de calibre é um dos novos talentos deste moderno fuzil, antes só encontrados em projetos recentes.
A confiabilidade mecânica dos fuzis da família AK acabaram tornando este fuzil extremamente popular. Por isso algumas indústrias desenvolveram fuzis baseados no sistema de funcionamento do AK-47. A Finlândia, por exemplo, através da extinta empresa Valmet, produziu um fuzil chamado M-62 que era, essencialmente, um AK-47 muito melhorado (eles fabricaram o M-60, um AK-47 fabricado sob licença, também). Um dos principais pontos de melhoria foi a precisão da arma, onde um novo modelo de mira associado a um sistema de funcionamento modificado em relação ao AK-47 original, garantiram este aperfeiçoamento no desempenho da arma. O calibre foi o 7,62X39 mm e o carregador do M-62 era, exatamente o mesmo que o do AK-47. Este fuzil é, hoje, o atual fuzil regulamentar das tropas finlandesas. Uma versão modificada da M-62 para o mercado de exportação foi produzida em calibre 5,56X45 mm ,7,62X51, assim como o calibre original 7,62X39 mm com o nome de M-76, tendo uma boa fama nos mercados civis onde esse tipo de armamento é liberado.


Acima: Podemos ver aqui um fuzil Valmet M-62 (Rk-62) usado até os dias de hoje no exército finlandês.
Abaixo: Temos aqui, o fuzil Valmet M-76F, fabricado em calibre 5,56X45 mm para o mercado de exportação. este modelo foi bastante elogiado pelos consumidores norte americanos, cujo regime político é democrático o suficiente para permitir ao cidadão de bem, adquirir um exemplar deste excelente armamento.


A extinta Iugoslávia (atualmente Servia) fabricou um derivado do AK-47, fabricado pela Zastava Arms chamado M-70 que possui uma telha mais comprida e um acabamento melhor que os AK originais. Mecanicamente o funcionamento é o mesmo do Kalashnikov. O modelo foi exportado para os Estados Unidos pela empresa Mitchell Arms, porém, o acabamento destes fuzis eram diferentes das armas usadas pelo exercito iugoslavo.


Acima: Um exemplar do belo fuzil M-70, fabricado pela empresa Zastava. Notem a telha de madeira mais comprida que a do AK-47 original.
A China produziu uma cópia do AK-47 chamada Type 56. A qualidade deste modelo, porém, era inferior ao dos AK-47 russos. Uma versão aperfeiçoada, conhecida como Type 81, dimensionada para o calibre 7,62X39 mm, foi usada pelo exército chinês até 1995. Este modelo era bastante parecido com o AK-47, porém, com diferenças na coronha, posicionamento das miras e do carregador, que é montado um pouco mais a frente que nos Aks originais.

Acima: Aqui temos um fuzil chinês Type-56S. Estéticamente, o modelo é idêntico ao AKS russo.
A Romênia tem um modelo do AKM muito interessante conhecido como AMD-63 e AMD-65. Estas armas tem um grip tipo pistola na telha, facilitando seu uso no momento do disparo. O AMD-65, especificamente é interessante por ser mais curto (12,6 polegadas) que o AKM padrão, o que lhe dá vantagens em ambientes apertados como numa casa, por exemplo. Mecanicamente são idênticos ao AK original.


Acima: Aqui temos um exemplar do fuzil romeno AMD-65. A manopla de manejo montada abaixo do cano facilita os tiros em regime automático.
Israel, com sua interminável guerra com seus vizinhos árabes, pode perceber, em suas inúmeras batalhas, problemas sérios de funcionamento de seus fuzis FAL (sim, Israel já os utilizou!!!), relacionados ao acumulo de areia fina, comum naquela região onde Israel se localiza, e ao mesmo tempo, a boa confiabilidade dos fuzis AK-47 nas mãos de seus inimigos. Esse fato foi tão marcante que algumas tropas de Israel acabavam substituindo seus FALs por Aks capturados de soldados inimigos mortos. Um militar israelense, chamado Yisrael Galili, junto com Yaacov Lior, projetaram um fuzil que foi batizado de Galil, produzido pela poderosa industria israelense IMI. O Galil é baseado no funcionamento dos fuzis AK-47, porém com foco nos melhoramentos que a Valmet finlandesa conseguiu incrementar em seus M-62/M76, descritos acima. O Galil, diferentemente da família AK e dos fuzis Valmet, não possui uma versão no calibre 7,62X39 mm original. Os dois calibres para qual foi projetado este fuzil são os ocidentais 5,56X45 mm e o potente 7,62X51 mm (o mesmo do nosso velho FAL). Seu funcionamento, como se pode presumir, é ótimo, sendo considerado extremamente confiável, porem com a precisão muito melhor quer dos Aks e equivalente a dos Valmets. O carregador do Galil em calibre 5,56, permite 35 tiros (5 tiros a mais que os carregadores STANAG usados nos M-16/AR-15) e possuem, alternativamente, carregadores de 50 e 65 tiros.

Acima: O fuzil israelense Galil pode ser considerado um reconhecimento da confiabilidade mecânica do sistema de Mikhail Kalashnikov por parte do exército israelense. Embora não tenha sido usado por muito tempo nas mãos do exercito judeu, o Galil é um armamento que agrega a confiabilidade do AK-47 com a precisão da munição 5,56X45 mm.
A África do Sul produz sua versão do Galil através da empresa DENEL sob o nome R-4 e R-5, com modificações “cosméticas” sobre o Galil, porém com o mesmo sistema de funcionamento e capacidade de munição.
O Galil foi seguido pelo fuzil croata APS-95, que, mecanicamente, é um Galil, porém, esteticamente, bastante mudado. Com a ergonomia melhorada. O APS-95 tem uma mira óptica de série com aumento de 1,5Xm sendo o único fuzil derivado do AK que tem este acessório de fábrica.
A Servia produz uma variante própria, modificada, do AK-47, chamada M-21. O modelo lembra o Galil, também, e usa o calibre 5,56X45 mm. Uma interessante características é o uso de trilhos picatinny para facilitar a instalação de acessórios e que dá um toque de modernidade ao maduro projeto da família AK.

Acima: Uma rara foto do modelo sérvio M-21. este modelo já vem de fabrica com trilho picatinny, sobre a caixa da culatra para montagem de acessórios.
A Índia, um grande parceiro comercial da Rússia, tem um modelo de fuzil baseado no sistema AK-47, chamado INSAS. Este fuzil tem o mesmo sistema de operação do AK-47, porém com o recurso de regulagem de captação de gases no tubo, semelhante ao que ocorre no fuzil FAL. A Índia escolheu, também, usar o calibre ocidental 5,56X45 mm e um outro exótico calibre, o 5,56X30 mm Minsas. O INSAS possui o recurso de rajadas curtas de 3 tiros.

Acima: A Índia produziu seu próprio fuzil baseado no mecanismo do AK-47. Aqui temos o INSAS, fuzil das tropas indianas.
O extremo sucesso do projeto de Kalashnikov rendeu muitos frutos. Fuzis derivados, copias licenciadas e não licenciadas e mais de 90 milhões de unidades produzidas sendo o armamento de maior sucesso comercial já desenvolvido.
Tirando a paixão que muitos mostram pelo AK-47, a verdade que se pode ser dita é que, se trata de uma arma realmente confiável, principalmente quando comparada com fuzis de sua época, porém pouco precisa, o que dependendo da doutrina da força que a utiliza, pode ser considerado um problema. Quando comparado com os novos fuzis, como o SCAR da belga FN ou o HK-416 alemão, o AK-47 perde em tudo, incluindo a própria confiabilidade. Eu já vi vídeos onde um AK engasgava e não o tiro o crédito de ser uma arma muito boa. Qualquer arma pode falhar, mesmo o SCAR. O objetivo de apontar esse fato é para desmistificar a aura de perfeição que muitas pessoas colocam sobre o fuzil Kalashnikov. Outro ponto importante de desvantagem do AK-47 é seu peso, considerado elevado para os padrões atuais. Mesmo seus derivados mais modernos, são, ainda, um pouco mais pesados que os fuzis ocidentais, e essa característica representa, sim, um problema para um soldado que tem que carregar o fuzil e sua munição o dia inteiro. Outro fato que considero interessante sobre o AK-47 é seu estigma de ser arma de terroristas. Isso, realmente, ocorre. O motivo é simples. O AK-47 é uma arma de custo muito baixo, com unidades produzidas sem licença por fabricas pequenas e sem nenhum controle de fornecimento. Assim fica fácil para que entidades não governamentais adquiram este armamento.

Acima: Muitas empresas atuam no segmento de customização de fuzis AKs de forma a torna-los armas mais modernas. Aqui temos um exemplar modificado pela Krebs, uma empresa dos Estados Unidos.

FICHA TÉCNICA (AK-47)
Tipo: Fuzil automático.
Miras: Miras abertas com alça regulável e massa fixa.
Peso: 3,8 Kg (carregador vazio), 4,3 Kg (carregada)
Sistema de operação: Aproveitamento de gases e ferrolho rotativo.
Calibre: 7,62X39 mm M43
Comprimento Total: 87 cm (coronha fixa de madeira).
Comprimento do Cano: 16 polegadas.
Velocidade na Boca do Cano: 715 m/seg.
Cadência de tiro: 600 tiros por minuto
ABAIXO TEMOS UM INTERESSANTE VÍDEO COMPARATIVO ENTRE O AK-47 E O FUZIL M-16, VERSÃO MILITAR DO AR-15.

ABAIXO TEMOS UM VÍDEO COM UM AKS-74U.


Fontes: Livro World Military Power, editora Salamander; Livro Guerra Moderna: Tropas de Elite, editora Nova Cultural; Livro Guns In Combat, editora Chartwell Books; Site World Guns;

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24 comentários:

Pedro Paulo Rezende disse...

Esses americanos são uns masoquistas... Imagine, Emílio, que, no Iraque, alguns estão usando AK-47 em lugar das M-4 novinhas que receberam...

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Pedro.
Soube disso, mas foi antes do uso do projétil MK 262 nos M-4, que melhoravam o poder de parada dos M-4.
Abraços

Leonardo disse...

Até onde se conhece,quais são os números existentes sobre a precisão de tiro do AK-200,para que se possa comparar com os ocidentais da atualidade ? E os equipamentos que podem ser colocados nos trilhos dele?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá leo. Sobre o AK-200 não vi nada a respeito da precisão. O modelo é bastante recente.... Mas com certeza deve sem mais preciso que qualquer fuzil desta família anteriormente lançado.
Abraços

GRIFAO disse...

Não afianço a precisão da informação que segue, mas li na extinta revista Ciência Popular do militar Ary Maurell Lobo que na Russia comunista teria sido inventado um fuzil prático, simples e muito melhor do que os da época (possívelmente o Kalashnikov), mas que o governo russo não estaria utilizando-o para que a tecnologia não chegasse fora da Cortina de Ferro. Dessa forma para manterem um segredo, mesmo durante a II Guerra utilizaram fuzis de qualidade inferior. Se a história é vera ou não, não o sei, mas explica a relativa miséria em que viveu o dito inventor Kalashnikov, que nunca usufruiu de vantagens financeiras enquanto viveu.

Raphael disse...

Eu gosto muito do AK-47 ouve relatos na guerra do vietnã que os americanos trocavam o M16 pelo Ak-47 não por causa da precisão mais por causa da resistencia do fuzil.

A versão AK-101 e AK-103 na minha opnião são as melhores porque além da resistência tem ótima precisa um fuzil como esse seria uma boa o nosso país solicitar uma versão abrasileira pela Imbel do AK-101.

ZERO II disse...

Confesso que me empolguei quando se falou do Galil, mas hoje precisamos de uma arma leve, confiável e precisa, mas compatível com equipamentos que, daqui a uns 5 anos vão ser mais comuns do que vemos ao jogar CoD Modern Warfare 2.


Carlão, mais uma vez você arrebentou! Um artigo que serve de ponto final pra muita discussão por aí.

Abraço!

helio disse...

Olá Carlos como vai? queria saber por que o AK 47 e suas variantes são tão mais resistentes que os outros fuzis?


Abraços

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Helio. A resistência advém dos materiais como aço estampado, e o mecanismo simples. Isso trouxe como efeito colateral uma arma pesada e com acabamento rústico....
Abraços

carlos disse...

Carlos
Tem um video comparativo dos calibres 5.56mm e 5.45mm no Youtube ,está em japonês mas pra mim é o que melhor demostra pois usa obstáculo de madeira e massa balística , ainda não vi outro no site assim .
Podia abranger mais a matéria com armas baseadas no AK em 9x39mm ( AS VAL , 9A91 e VSS )
Mas mesmo assim tá ótimo obrigado .

Osasco .22 disse...

Eae Blz?
Eu leio em muitos plogs dizendo que mecanica do ak em geral é ultrassada obsoleta, mas nos EUA e Israel possuem armas modernas com caracteristicas dele, seria interessante se a Taurus uo a Imbel aproveitassem o calibre 7,62x39mm em um rifle leve?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Osasco. Não seria. O calibre 7,62X39 n]ao é tão capaz quanto o 7,62X51 e o 6,8 mm. Fora isso, existem armas como o SCAR, HK-416 CZ805 cujo funcionamento mecanico é mais seguro e preciso que o velho AK.
Abraços

disse...

parabéns pelo tópico !

estou impressionado com o ak-200 !
todos os artigos que lí sobre o ak-47 fala do facilidade de manutenção , que não requer grandes custos, e o preço também, em relação a confiabilidade....qualquer arma pode falhar, em um treinamento da core no rio, onde um policial disparava contra alvos a bordo de um helicóptero, um parafal engasgou....em alguns artigos foi publicado que até de baixo da lama e areia do deserto o ak-47 teve um desempenho surpreendente , porem não tem uma boa precisão
carlos.....para exercitos com poucos recursos ...o ak-47 ainda é uma boa opção ?
a venezuela fez uma boa opção ao adquirir 100 mil unidades ? lembro que foi 300 dolares cada , com 4 carregadores municiados para cada ak-47, ma já li tambem que foram ak-103 que a venezuela comprou...qual a informação correta ?
desde já agradeço pela atenção !

gostei do ak-200 !
qual a sua opinião sobre o ak-200 ?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Zé.
Obrigado pela congratulação.
na minha opinião, a Venezuela não fez uma boa aquisição. Na verdadxe o seu presidente andou se isolando do mundo por conta de sua birra com os EUA. Isso limitou, muito, seu acesso a armamentos. O AK-103 (foi este que ele comprou) é uma arma boa, porém obsoleta dentro do moderno cenário de guerra.
Abraços

Adriano L.Morais disse...

ola carlos Adriano do Taticas de Armas uma exelente materia do AK-47,mais apesar do sucesso da mesma e interessante saber que muitas das tecnologia que incorpora o este fuzil eu prefiro que não podemos nos esquecer de q o AK-47 e derivado de uma outra arma o alemão STG-44 alemão citado logo no inicio do artigo valeu um abrarços.

Carloswolf disse...

ola carlos oque voce sabe sobre a muniçao para fuzis do tipo flechete ouvi dizer que e bastante precisa,tem um bom poder deparada e consegue atravesar coletes balisticos.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlos. As munições flechete não tinham poder de parada adequado por otimizarem a capacidade de transfixação do alvo. Porém efetivamente, eram muito precisas. A substituição da munição convencional por um tipo completamente novo implica, também em um grande desafio logístico, além de um grande custo por haverem poucos fornecedores.
Abraços

bomberman disse...

Seria interessante uma matéria sobre uma variante do AK, a SAIGA 12.

AUROQUE disse...

Carlos consegui algumas novas informações sobre o AK-12 este fuzil vai ter duas versões uma leve e outra pesada, a leve vai usar segundo minhas informações, munições em calibre 7,62 x 39mm, 5,45 x 39mm, 5,56 x 45mm, algumas informações dizem que vai ter versão até 6,5 Grendel e a pesada vai ter versões em calibre 7,62 x 51mm, e no novo calibre russo 6 x 49mm, além de possuir Trilhos Picatinny espalhados por todos os lados, acima da caixa de culatra, acima abaixo e nas laterais do guarda-mão e até sobre o bloco do evento de gases, além do ferrolho ser ambidestro e possuir quatro posições nos seletor de tiros, Segurança, semi automática, é BURST de 3 tiros e totalmente automática, além da coronha ser dobrável é regulável, é também vai poder utilizar carregadores de 10,20,30,40 e 60 munições.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Auroque.
Eu achei isso aqui: http://planobrasil.com/2012/01/26/ak-12-o-novo-fuzil-de-assalto-russo/
Obrigado por compartilhar suas informações.
Abraços

Cerberus116 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
^Å^njo † CÅido^ disse...

O AK 47 e a arma com mais mortes no mundo inteiro.. E consequêntemente o Ak tradicional usado hj em dia e sim mais superior que os fuzis M16, fabricados pela colt.. O modo que a arma trabalha facilita o manter o alvo enquanto se da rajadas longas.. Pelo o ak ser movido de forma diferente com o pistão, ele tem muitas vantagens... Mais uma arma que já tive o prazer de atirar e me supreendi foi o fuzil P-90... tem baixo recuo, uma boa precisão e tem um otmi encaixe ao corpo...

Cerberus116 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cerberus116 disse...

Sim e não...
Os AK-47/AKM tem um maior poder de parada, são mais fáceis de produzir e mais baratos. os M16A2/M16A4 e M4A1 são mais precisos, mais leves e, principalmente nas versões mais novas, mais modulares (maior facilidade de se incorporar acessórios, como lunetas, bipés, punho frontal, etc). o rifle AR-15/M16 foi a resposta ocidental ao Kalashnikov da União Soviética, e é quase um "Anti-AK". Eu, pessoalmente, considero as novas versões do AK (AK-74M, AK-103, etc) superiores aos rifles AR-15/M16, mas é apenas a minha opinião pessoal.