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segunda-feira, 13 de abril de 2009

AVIBRAS ASTROS II/ III. O destaque brasileiro em foguetes de saturação


DESCRIÇÃO
O sistema ASTROS (Artilhery Saturation Rocket System) de lançamento de foguetes de saturação, fabricado pela Avibras é, tranqüilamente, o mais conhecido sistema de armas fabricado no Brasil no mercado internacional. Sistemas de artilharia baseado em foguetes como o ASTROS, tem como vantagem a possibilidade de poder atacar alvos localizados a distancia bem maiores que o que se consegue atacar com a artilharia convencional de canhão. Veja, que um canhão de 155 mm com bom desempenho consegue atingir alvos a uma distancia máxima de 30 km enquanto que o sistema ASTROS II usando o foguete SS-80 consegue atingir alvos a uma distancia de até 90 km. Fora isso um foguete tem um tamanho que permite o uso de ogivas diferenciadas como fragmentação, por exemplo.
Acima: Um lançador ASTROS II se prepara para ação no deserto. Este caminhão está armado com o foguete SS-30 cujo alcance chega a 30 km.
A Avibras começou a desenvolver o ASTROS II no final da década de 70, visando fornecer um sistema de artilharia de foguetes ao exercito iraquiano que financiou esse projeto e depois de estudar muitos sistemas de foguetes de artilharia disponíveis no mercado naquela época acabou por apresentar o sistemas ASTROS II em 1983. O exercito brasileiro adquiriu 5 baterias incompletas e outros países como Iraque, Arábia Saudita, Bahrain, Malásia e Qatar, também adquiriram esse sistema de artilharia para seus exércitos, sendo que o Iraque, e a Arábia Saudita usaram com assiduidade esse sistema na primeira guerra do golfo em 1991 causando boa impressão nos usuários e respeito pelo inimigo. Na verdade os norte americanos, na guerra do golfo tinham como uma das suas prioridades destruir os lançadores ASTROS II em uso pelo Iraque, tal o respeito pelo potencial que esse sistema tinha em causar danos nas forças da coalizão.
Acima: Aqui podemos ver a operação de remuniciamento do sistema ASTROS II através de caminhão AV- RMD. Cada caminhão desses possui duas recargas completas para um caminhão lançador.
O sistema ASTROS II usa um veículo VBT-2028, derivado do modelo da Mercedes Benz 2028-A, com uma configuração 6X6, fabricado pela Tectran Engenharia, uma subsidiaria da Avibras. Este caminhão, cujo tamanho me impressionou muito quando tive a oportunidade de ver um de perto em uma exposição do Exercito Brasileiro em São Paulo, usa um motor Mercedes OM422 com 8 cilindros em “V” e que produz 280 Hp de potencia, capaz de levar esse caminhão de 12650 kg a uma velocidade de até 100 km/h em estrada. A autonomia deste veículo chega a 500 km. A velocidade e autonomia desse tipo de sistema de artilharia revelam a incrível superioridade tática deste tipo de armamento em termos de mobilidade que, poucos obuseiros autopropulsados consegue igualar.
Acima: Nesta foto podemos ver um caminhão do sistema de controle de tiro da bateria do ASTRO II. Este exemplar é do exército saudita.
O diferencial do sistema ASTROS II é sua capacidade de lançar foguetes de diversos calibres. Essa modularidade foi pioneira nesse tipo de sistema de armas com a entrada do ASTROS II em serviço. Os foguetes usados no ASTROS II, atualmente são o SS-30 com 30 km de alcance, o SS-40 com 35 km e alcance, o SS-60 com 60 km de alcance e o SS-80 com um alcance que chega a 90 km. Cada tipo de foguete possui dimensões diferentes sendo que SS-30 é o de menor calibre (127 mm) e pode ser transportado 32 foguetes em cada caminhão ASTROS. O foguete SS-40 tem 180 mm de calibre e 16 unidades são transportadas no caminhão. Já os foguetes SS-60 e SS-80 tem 300 mm e por isso são transportados apenas 4 foguetes por caminhão.
Acima: O momento do lançamento do foguete SS-80, o maior em uso atualmente pelo ASTROS II. O alcance deste modelo chega a 90 km.
O sistema ASTROS II conta com um veículo de controle de tiro onde um radar é usado para direção de tiro. Cada bateria do sistema ASTROS II é composto por 6 caminhões lançadores de foguetes, mais 6 caminhões remuniciadores e um caminhão com o sistema de controle de tiro.
A Avibras desenvolveu um novo sistemas de lançamento de foguetes que é uma evolução do Astros II e se chama Astros III. Este sistema é baseado no caminhão alemão Mercedes Benz Actros 8X8 e que seria armado com um novo míssil de cruzeiro, também em desenvolvimento pela Avibras. Este míssil é chamado de AV MT-300 Matador, cujo alcance será de 300 km e pode usar uma ogiva única de 200 kg de alto explosivo ou uma ogiva de fragmentação com 24 granadas antipessoal ou antitanque. Esse míssil terá guiagem Inercial e por GPS permitindo uma precisão elevada. Além do míssil Matador, um novo foguete de longo alcance, o SS-150, com 150 km de alcance e o missil FOG MP guiado por fibra optica e com 20 km de alcance, poderão ser lançado do Astros III.
Acima: O sistema ASTROS II em uso pela Malasia, o mais recente usuario deste eficiente sistema de artilharia de saturação. O contrato com o exercito malaio chegou a mais de U$ 240 milhões.
Infelizmente, a falta de uma política de defesa em que houvesse investimento em desenvolvimento e aquisições regulares por parte de nosso governo, fez com que o programa do Astros III tenha sido paralisado, além de colocar a Avibras em uma situação critica no campo financeiro, levando a demissões e a perda de mão de obra qualificada. É certo que as pessoas que trabalham nessa empresa, fazem um trabalho com amor, pois se depender do retorno financeiro, as portas já estariam fechadas a muito tempo. Porém as nuvens negras parecem começar a perder força visto que uma política de defesa coerente com as necessidades do Brasil começa a aparecer no horizonte. Agora é só esperar e torcer que essa condição em que chegamos comece a mudar.
Acima: Uma foto-montagem de como seria o lançamento de um lançamento de um missil AV MT-300 Matador. Uma arma que colocaria o Brasil num seleto grupo de usuarios de misseis de cruzeiro tático, caso tivesse seu desenvolvimento finalisado.
FICHA TECNICA
(VBT-2028)

Motor: Mercedes Benz OM 422 V8 com 280 Hp movido a diesel.
Peso: 12650 kg (vazio), 22000 kg (Maximo).
Autonomia: 500 km.
Velocidade: 100Km/h.
Armamento: Uma metralhadora M-2 cal 12,7 mm (.50), Container de lançamento de foguetes contendo 32 foguetes SS-30, 16 SS-40, 4 SS-60 ou SS-80.
Alcance dos foguetes: SS-30: 30 km, SS-40: 35 km, SS-60: 60 km, SS-80: 90 km.

ABAIXO TEMOS UM VIDEO DE DEMONSTRAÇÃO DOS SISTEMAS ASTROS II ADQUIRIDOS PELAS FORÇAS ARMADAS DA MALASIA.

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53 comentários:

agostinho neto disse...

carlos a avibras continuara o plrojeto avibras 3? e qual o melhor nesse quesito de caminhao lança foguetes?(para aqles q nao sabem a russia e uma potencia nessa area usando muito essa tatica na guerra do afeganistao)!!!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Agostinho. Hoje, acredito que o melhor sistema de artilharia de foguetes é o norte americano HIMARS que lança um foguete ATACMS a uma distancia que pode chegar a 300 km. Esse foguete é guiado por GPS o que o torna uma arma muito mais eficaz que nosso Astros. Acredito que a continuação dpo Astros 3 deverá ocorrer se houver interesse de alguma força armada em adquirilo. Veja que nem o Brasil mostrou interesse concreto nele ainda.
Abraços

Mateus disse...

Carlos, seria possível uma adaptação do ASTROS II / III para defesa anti-aérea de curto, médio ou longo alcance?
Um abraço e parabéns pelo Blog.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Mateus. O veículo lançador do Astros poderia sim, ser adaptado para ser usado como lançador de misseis de um sistema anti aéreo. Porém, hoje, não há um missil desse tipo para ser adaptado nele.
Abraços

luiz disse...

nao daria pra se adptar o missil a darter q o brasil vai financiar e criar um sistema anti aereo de curto alcance?
t+

Campo De Batalha disse...

Olá Luiz. Certamente que isso seria possivel. Porém além de caro, penso que o Brasil tem necessidade de mísseis antiaéreos de médio e longo alcance.
Abraços

Adriano disse...

Carlos, realmente o blog está muito bom, parabéns de fato pelos comentários a respeito do Astro e fotografias. Agora, vc saberia precisar quantos sistema Astro 2 o EB possui? Existe algum projeto para transformá-lo em bateria anti-aérea, que de fato tornasse o país realmente protegido contra eventuais ataques aéreos de países mais fortes? Apenas o EB opera o Astros?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Adriano. Obrigado pelo elogio.
O exercito Brasileiro possui 20 unidades do Astros II. Não existe, pelo menos oficialmente, um projeto para se adaptar um sistema de artilharia antiaérea nesse veículo.
Abraços

mateus disse...

Carlos tava fuçando no site da avibrás e encontrei uma empresa que atua em diversas ramos tecnológicos e industrias, isso tava debaixo do meu nariz e eu não vi! Queria saber se todos aqueles produtos militares oferecidos pela avibrás estão operacionais na forças armadas brasileiras,se não estiverem é uma pena pois são realmente bons. Outra pergunta, a quantas anda o projeto do míssil matador? O Brasil ou qualquer outro país demostrou algum interesse?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olká Mateus. Não soube mais nada a respeito do missil Matador. Sei que seriam necessários investimentos do próprio governo para viabilizar o desenvolvimento desta arma estratégica. Porém, ainda não houve tal aporte de recursos para este fim.
Abraços

zelhos disse...

Com o plano estratigico de defesa o programa astros3 devera ser financiado pelo governo ja que o objetivo desse plano é resucitar a industria belica nacional?

zelhos disse...

Com o plno de estratégico de defesa o governo ira finarciar o astros3, ja que um dos objetivos do plano é resuditar a industria belica nacional?

Hiago disse...

O ASTROS 2 OU 3 PODE LANÇA MISSEIS ATACMS?
ABRAÇOS.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Hiago.
Não. O sistemas Astros só lança foguetes por enquanto. Há um estudo para o desenvolvimento de um míssil de cruzeiro chamado de AV-300 matador, que seria lançado do Astros.
Abraços

Osasco .22 disse...

Olá Carlos, blz? Não sei em qual sessão houve um pergunta em que diz se a carroceria do astros tinha eixo movel para ajuste de disparo, mas eu achei um video que responde essa pergunta:
http://www.youtube.com/watch?v=cUutYUMQ8nw
Para quem fez essa pegunta, eu achei a resposta.

Carlosarguspandragons disse...

Carlos , seu blog e imbatível sobre carateristicas técnicas de armamamentos, parabéns, + pf, sabe alguma coisa sobre o antigo projeto do SS1ooo do BRASIL ? Obgr e sds.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Carlos. Obrigado pelo elogio!
Eu desconheço um projeto nacional com esse nome.
Abraços

Bruno disse...

Carlos, poderia dar mais informações sobre o norte-americano HIMARS?
E em breve planeja fazer um artigo sobre o mesmo?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Bruno. Haverá, sim, um artigo sobre o Himars. Mas não sei lhe dizer quando... Acho que ainda no mês que vem.
Abraços

joao disse...

Carlos... ouvi comentários, nada oficial, de que existiriam estudos para que o Astros recebesse mísseis de infra-vermelho e que assim, seriam utilizados para defesa anti-aérea. Se não me engano os mísseis seriam brasileiros, o piranha talvez... enfim, c saberia comentar algo sobre isso e convenhamos, seria interessante isso, não?!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá João. Desconheço este assunto. Porém seria um desperdício usar uma plataforma do tamanho do Astros para um sistema de defesa antiaérea baseada em mísseis IR. Estas armas são limitadas em alcance e o Piranha, particularmente, é um de míssil de desempenho fraco e só seria útil contra helicópteros.
Abraços

Mikhael disse...

Oi Carlos, obrigado pela materia. Focou muito boa. O estilo um texto, uma foto, ficou legal. Essa materia foi feita em 2009, agora eh 2012. Vc tem atualisacoes? Obrigado quero receber atualizacoes. Estou no exterior (EUA)mas sou Brasil. Meu email e: mikkhhael@gmail.com. Obrigado!

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Mikhael.
Obrigado. Eu atualizo os textos que sai alguma coisa nova. Sobre o Astros, ainda não há um produto novo. Existem planos para o Astros 2020 mas não de concreto existe sobre ele ainda. Quando haver, atualizarei o texto. Vou adicionar seu endereço de e-mail para receber as atualizações do blog.
Abraços

BRAVO disse...

fico triste que o míssil de cruzeiro matador av/300 vai ser mais um projeto que vai parar no tempo até agora não vi mais postagem alguma desse projeto . outro e o carro guará que nem o exército comprou ainda ; nem para comprar uma meia duzia para reconhecimento e tentar alavancar uma exportação ; gostaria alguma notícia desse carro da avibras !

BRAVO disse...

fico triste que o míssil de cruzeiro matador av/300 vai ser mais um projeto que vai parar no tempo até agora não vi mais postagem alguma desse projeto . outro e o carro guará que nem o exército comprou ainda ; nem para comprar uma meia duzia para reconhecimento e tentar alavancar uma exportação ; gostaria alguma notícia desse carro da avibras !

Júlio C.S. disse...

Olá BRAVO, em relação ao míssil de cruzeiro da Avibrás, o ''Matador'' de 300 km de alcance, está sendo desenvolvido sim, pelo menos foi isso que li numa excelente reportagem de uma das melhores revistas de defesa do Brasil, no site dela (não colocarei o nome dela e nem do site aqui porque não sei se poderei fazê-lo), há pouco tempo atrás. Lá diz que ele está em franco desenvolvimento juntamente com o Astros 2020 e, que, a Malásia pediu o desenvolvimento do míssil para 350 km de alcance, foi isso que eu entendi no gráfico que consta lá, do desenvolvimento desse míssil de 350 km de alcance.

Carlos, aproveitando lhe pergunto:

esse míssil de 300-350 km de alcance terra-terra, já ficou sabendo de algum estudo secreto para transformá-lo em plataforma MultiMissão em que poderia ser usado por aviões da força aérea, navios e submarinos da marinha???
Já pensou esse míssil ser lançado dos nossos submarinos (usando da mesma tecnologia usada pela MBDA para lançar os Exocets de dentro de torpedos para esse fim) como arma anti-navio e míssil de ataque????? Já imaginaram o tremendo poder de dissuasão que isso acarretaria???? teríamos a possibilidade de atacarmos uma esquadra inimiga a muitos km de distância do veículo lançador, no caso do submarino, em segurança e, tb, da possibilidade dele, submarino se tornar uma mortal arma de ataque estratégica. Sem contar a possibilidade dos caças terem uma magnífica arma de ataque contra alvos estratégicos até 300-350 km de alcance.
A Avibrás é uma empresa de altíssima tecnologia entre as melhores do mundo, embora saivamos que os governos não investem em defesa, temos empresas de ponta entre as melhores do mundo, sim.

Abs a todos.

Júlio

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Julio.
Ainda não há intenção de navalisar o missil AV300. A marinha brasileira encomendou a preparação dos novos scorpenes para que lançassem misseis anti navio, mas não sinalisou qual seria o possivel míssil. Vale lembrar que um submarino, ao usar este tipo de arma, precisará de apoio de um avião ou outro navio para dar os parametros de tiro do alvo. Na hora do lançamento do míssil, há a exposição do submarino para seus inimigos e os submarinos convencionais são demasiadamente lentos para poder enfrentar um grupo de batalha sem levar "chumbo" de volta.
Abraços

Júlio C.S. disse...

Olá Carlos,


sim, o submarino terá que ser vetorado pelo avião de patrulha marítima, caças e/ou helicóptero. assim, essa arma será eficiente.

Torço para que as nossas FFAA tenham apoio governamental e política para que armamentos cada vez maior de alta tecnologia possam ser fabricados e usados pelo Brasil.

nhyanhyan disse...

ola Carlos. Otimo trabalho o seu, esta de parabens! gostaria de saber: ja que temos os ASTROS, eles nao poderiam ser usados como baterias anti-aereas? Ja que podem disparar diversas muniçoes diferentes, acho que seria mais facil e economico produzir misseis terra-ar,nao? pfv me corrija se estiver errado! Moro em paris/fr e as vezes admiro como aqui eles desenvolvem suas tecnologias de guerra, digo, como eles conseguem se organizar e consientizar a populaçao da importancia que é um pais armado-pais seguro(apesar da França so se meter em confusao e perder soldados aberça). Penso que é isso que falta no Brasil:"concientizaçao", pois se paises pequenos que nem tem tanta coisa pra defender sao tao potentes, imagina a gente que temos isso tudo?!?! as vezes fico indgnado mas fazer o que né? Que Deus nos ouça!! Desde ja grato

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá nhyanhyan.
O veículo do sistema Astros 2 pode, sim, ser usado para transportar um sistema de combate antiaéreo. O sistema pantsir S1 seria ideal para ser usado nele.
Abraços.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Outra coisa que me esqueci. A França jpá sofreu invasões e guerra em seu próprio território. A população sabem muito bem o que é ser subjugado por um inimigo. Por isso a França é uma potencia militar e nuclear.
Abraços

nhyanhyan disse...

concordo plenamente! mas sera que o Brasil tera que ser invadido como a França foi, e ver seu povo sofrer pra começar a dar importancia ao desenvolvimento bélico? Eu espero que nao, mas li em um artigo que o Brasil tem enormes chances de ser invadido futuramente, isso é "extremamente grave e inadimicivel", mas parece que os nossos politicos acham que as "Forças Especiais" vao pra guerra no lugar do exercito! Temos tudo pra sermos os melhores, mas desperdiçamos tudo, infelizmente.

Carlos E. Di Santis Junior disse...

O governo do Brasil se manifestou a este respeito e ele acredita, seriamente, que estamos livres disso. Eu, particularmente, tenho uma opinião de que não seremos invadidos, porém entendo, como cidadão brasileiro, que as forças armadas brasileiras merecem ter respaldo politico através de um forte investimento em equipamento e treinamento. Não precisamos, claro, de comprar 200 F-22 raptor, mas podemos ter 100 caras de 4º ou 5º geração modernos e com capacidade, efetiva, de lutar e vencer uma guerra. Os caças Rafale são moderníssimos. Na verdade ele é o caça de 4º geração mais moderno... é o máximo que se pode chegar antes da 5º geração. Ele é efetivamente caro, mas creio que o governo brasileiro pode manter estes equipamentos em condição de combate. Outro ponto é que os próprios militares são responsáveis pela penúria em que se encontram na medida que não abrem mão de seus sistema previdenciário que usa a verba da defesa para bancar pensões. Em um país com gestão coerente, isso nunca aconteceria. A verba da defesa tem que ser exclusiva para investimento e pagamento de salários. A previdenciária tem que ser especifica e separada da verba de defesa. Por isso acredito que o ser humano brasileiro, tenha uma cultura de acomodação, e corrupção na veia, não sendo digno de merecimento de nada que seja bom. Tenho revolta sim por isso e sem falsa modéstia, me vejo com uma postura diferente do resto dos brasileiros, sempre egoístas e pilantras.
Abraços

nhyanhyan disse...

Concordo, mas isso(corrupçao,etc) nao acredito que venha na veia, pois estamos aqui eu e vc discutindo sobre esses assuntos pertinentes e intrigantes que dizem respeito a nossa nação pensando no melhor na nossa soberania e posso te garantir meu caro amigo, um professor no meu caso, que nao somos os unicos tenhamos fé que um dia teremos a oportunidade ou que outro com a mesma linha de pensamento tenha a oportunidade de chegar ao itamaraty e arrumar essa bagunça, estamos muito longe do topo mas essas coisas sao lentas a chegar, sejamos otimistas e persistentes, todas essas potencias ai, passaram por isso que passamos hj, nos chegaremos la, nos so estamos atrazados. Na minha opniao nos poderiamos estar pior mesmo que tudo sempre apontou para que estivessemos melhor, e o que falta é consientizaçao mas que vira atravez da educaçao!!! Abraços

BRAVO disse...

**fico ; esclarecido que o av300 matador apareceu em uma revista tem quase 10 anos essa postagem ; mas a avibras deveria ser mais aberta ao marketing ;sei que é um produto de defesa e se deve ter uma certa restrição ; mas omitir um produto igual faz a avibras; é como não querer vender o seus produtos a ninguém ; a empresa deveria mostrar seu desenvolvimento de seus equipamentos com mais detalhes para despertar mais interesses de potenciais compradores e gerar expectativas.

Mateus S. Souza disse...

Dá pra cair de queixo no chão; Brasil possui 20 astros 2... É piada?? Deveria ter, até por ser produto nacional, no mínimo uns 50 para fazerem efeito e impor respeito vide o tamanho do país! O Astros 3 já saiu? Quem comprou? Vi há uns 3 anos no site da Avibrás fotos dele e de repente sumiu da mídia...

sverdlov_rj disse...

Senhores.
O sistema Astros II ainda é bem eficiente e existe uma nova versão do sistema diretor de tiro lançado talvez ano passado que o torna melhor.
A idéia do Astros III foi boa e realmente teve vários impecílios para sua continuidade. Mesmo assim houve desenvolvimento e Hoje está a caminho o Astros 2000.
Esse novo sistema terá melhorias em todos os aspéctos e incluirá os foguetes de 300 km e até mísseis. Algo que já passa a se tornar uma realidade a partir do momento que já possuímos 100 % de tecnologia para fabricar os propulsores do missil exocet pela própria Avibras e diversos sistemas do mesmo míssil estão sendo pesquisados pela Mectron e outros fabricantes nacionais. O sistema Astros já havia sido homologado para uso em defesa de costa e já se pensava em utilizá-los em navios para saturação da costa em caso de operações anfíbias.
Juntando as duas coisas, significa que o projeto continua indo à frente e já existem encomendas. Encomendas!!! Isso mesmo. Os Fuzileiros Navais brasileiros compraram pelo menos 1 bateria completa do sistema novo e sabe-se da intenção de possir pelo menos 2.
Já existe também a intenção de compra para o Exército Brasileiro, mas não sei o motivo da demora para uma encomenda e nem porque continuam todos eles centralizados em uma única unidade no Planalto Central. A justificativa era facilitar a manutenção. Porque não juntálos no sul com as unidades blindadas? De nada adianta uma arma de 90 km de alcance para defender uma fronteira que está a uns 1000 km pelo menos de distância.
Espero que se adiantem as entregas dos fuzileiros, que o exército faça uma boa encomenda e que o foguete e o míssil de longo alcance fiquem logo prontos. E com a grata surpresa de seus usos embarcados sejam realidade.

sverdlov_rj disse...

Nota sobre o alcance de 300 km.
Poucos sabem mas esse alcance "máximo" está acordado internacionamente para se evitar um mal entendido sobre pretenções de se construirem armas nucleares de longo alcance. Qualquer jovem no segundo grau tem condições de projetar uma arma nuclear só não tendo em mãos as ferramentas nem os elementos para fabricação de tal. Já projetar um foguete é o inverso. todos podem ter as ferramentas e os materiais mas é extremamente difícil de ser projetado. Vide nosso do Veículo Lançador de Satélites que está sendo desenvolvido a trocentos anos.
Portanto, é mais fácil exitir um acordo com limite de alcance para armas e evitar, com um pedaço de papel, que um petardo caia na sua cabeça.
Prestar atenção que a Malásia não assinou esse acordo de limite de alcances e que um VLS, de certo modo, pode vir a ser uma arma de alcance intercontinental com a apropriada ogiva.
Pensem.

Emilio Machado disse...

Gostaria de pedir por 2 materias a do Astro 2020 e de tecnologias Iranianas.

BRAVO disse...

&& O governo brasileiro assinou contrato de compra (av-300/ matador) com a avibras ; outro a um novo design ; diferente dos que aparececia . As entregas são para 2018 ; mas vão entregar um lote experimental já em 2016 . o novo missil parece mais um exocet frances !

BRAVO disse...

&& O governo brasileiro assinou contrato de compra (av-300/ matador) com a avibras ; outro a um novo design ; diferente dos que apareceria . As entregas são para 2018 ; mas vão entregar um lote experimental já em 2016 . o novo missil parece mais um exocet francês !

Osasco .22 disse...

Pegando o bonde andando, seria viável há Avibras e a Mectron desenvolvem-se juntas uma versão brasileira do RIM-116 semelhante ao que os chineses fizerão?

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Acredito que até seria. O ganho de tecnologioa na participação do Brasil no programa A Darter, deu capacidade para uma empreitada dessas.

Filipe Ramos disse...

Carlos, é a primeira vez que vejo seu blog, e mesmo não conhecendo muito sobre o assunto, ou seja, sou leigo, gostaria de saber qual sua opinião sobre a defesa brasileira na atualidade!!
E uma pergunta:
Sei que é ficção, mas caso fosse real, os mísseis Jericho do Filme Homem de Ferro seriam qual tipo de armamento usado: Defesa antiaérea ou míssil de dissuasão??

Carlos E. Di Santis Junior disse...

Olá Felipe.
Seja bem vindo. A defesa brasileira é digna de pena.... infelizmente. Além de pessimamente equipada, as forças armadas brasileiras são mal treinadas. Salvo poucas unidades de excelência a grande maior parte das forças armadas são uma lastima. As tropas de operações especiais, Grumec e Fuzileiros navais são bem equipadas e adestradas, mas correspondem a menos de 10% de toda a força.
Não assisti o filme em questão, porém sei que mísseis Jericho são mísseis superfície - superfície israelenses, do tipo balísticos que poodem ser armados com uma ogiva convencional ou nuclear. São armas de artilharia e são usadas para dissuasão... ou seja, por medo num inimigo potencial, que saberá que Israel poderá usar estas armas contra ele.
Abraços

roberto disse...

um presente e uma solução a duvida de capacidade de giro da rampa de lançamento do astros http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=OnV6BjTudM0

Tamires Chagas disse...

O Astros pode ser transportado no Kc-390? O peso está dentro do limite, mas as dimensões me deixam na dúvida

Carlos E. S. Junior disse...

Oá Tamires. Desconheço a esta informação, mas acredito que não seria possível devido as enormes dimensões do Astros.
Abraços

Gabriel luis disse...

Sim, Carlos, o Astros 2020 pode ser transportado por um KC-390.

Esse foi um dos requisitos para seu desenvolvimento.

Além disso, o AV-TM 300, pode ter um alcance muito maior, mexendo apenas no tanque de combustível.

Temos um tratado informal do MTCR, que limitaria desenvolvermos e exportarmos mísseis com alcance maior que 300 kg e ogiva de 500 kg, mas nós podemos desenvolver vermos com alcance e ogiva superior para uso interno.

Mas esse tratado é informal e muitos países o desrespeitam, como a França, que vende seu míssil Storm Shadow, com 500 kg de alcance. EUA idem.

Com uma extensão do tanque de combustível, pode chegar a um alcance de 500 kg. Essa modificação não mexeria nas dimensões do míssil e nem nos sistemas, pois o tanque de combustível é pequeno para o que poderia ser.

Creio que essa seja a intenção da Avibrás e do EB, nós possuirmos uma versão com alcance maior e outra versão para exportação. Não faria sentido possuir locais vazios no AV-TM 300.

Fora isso, com a turbina do míssil, outro míssil com alcance de 3000 km pode ser desenvolvido usando a mesma turbina, o que facilitaria a logística.

lucas disse...

Ola Carlos o astros 3 seria uma boa escolha para o Brasil, pois eu li em um site que ele teria mais poder de fogo mas nao poderia ser transportado no kc 390 devido ao seu tamanho. oque o senhor acha ??

Carlos E. S. Junior disse...

Olá Lucas. Acredito que a foto do link abaixo responda sua pergunta.
http://4.bp.blogspot.com/-vTD06AKJUQU/UpHLanDd8kI/AAAAAAAAFZY/wzdzcImOLnA/s640/kc390_astros.jpg
Abraços

lucas disse...

desculpe carlos nao me expressei muito bem, o que eu queria saber se e melhor o astros 2 que versátil(que pode ser transportado pelo kc 390) ou o astros 3 que tem mais poder que o astros 2 mas nao pode ser transportado pelo kc 390.vale perder versatilidade(ASTROS 2) em prol de mais poder de fogo(ASTROS 3,SENDO QUE PRECISARIA DE UMA AERONAVE MAIOR)??

Carlos E. S. Junior disse...

Depende... Se você for observar friamente o KC 390 não é exatamente um cargueiro pesado... é um cargueiro médio. Creio que o Astros III vale sim a pena, mas se precisarmos de maior mobilidade teremos que pensar em adquirir alguns cargueiros maiorzinho como o C-17, por exemplo.